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  • Andrea de Camargo Noronha

Transições existenciais: Mudanças

Atualizado: 30 de Set de 2020

Crise, um convite a uma experiência de transformação.





Mudanças são naturais em nossa existência, se impõem a nossa realidade; muitas representam transições existenciais, eventos que marcam passagens de estágios e circunstâncias, que impactam nossas vidas de formas diversas.


Frequentemente em minha experiência profissional (e pessoal), encontro pessoas que vivenciam mudanças nas quais se sentem fragilizadas. Embora comuns a existência humana, muitas destas mudanças abalam nossas estruturas e valores, como crises, que parecem "destruir" nosso mundo, como o conhecemos, e ao qual estamos costumados.


Geralmente relacionadas a perdas, no trabalho, de entes queridos, entre outros; nos arrancando de uma posição que acreditamos segura, nos jogam em um universo novo, desconhecido

O novo, trazido pelas mudanças, assusta, parece nos sequestrar  para terrenos nebulosos que parecemos não saber manejar, de tal forma que, muitas vezes, mesmo eventos considerados afortunados, como viagem, casamento, mudança de país, geram a sensação de fragilização.


A resistência à mudança é uma realidade tão certa quanto a sua ocorrência;

É fundamental a compreensão que, ao contrário do sentimento de incapacidade e descontrole sobre a própria vida, gerado pela perplexidade do impacto inicial, temos escolhas que nos levam a construção de um caminho de superação. Tais momentos, trazem a oportunidade de transformação, reinvenção, aproveitando a crise para impulsionar a busca de soluções criativas na construção de novas trajetórias, que sejam eficientes e prazerosas.

A resistência à mudança é uma realidade tão certa quanto a sua ocorrência; sendo proporcional ao impacto causado, o que torna salutar sua compreensão como ferramenta de crescimento;   assim, em muitos casos, ao passar por uma transição existencial que, tirando a pessoa  de sua  « zona de conforto », lhe rouba a aparente sensação de segurança, a ajuda profissional torna-se grande aliada;

A psicologia colabora como a ressignificação da crise, ajudando na compreensão do momento, na estruturação e fortalecimento do ego, alterando o olhar sobre si mesmo bem como sobre as circunstâncias, colaborando para que revestimentos dolorosos e corrosivos, próprio ao impacto negativo, de perda, menos valia, impropriedade, deem lugar a experiência de renovação e superação.

A busca por ajuda torna-se parte do gatilho de uma transformação, onde fortalecida pelo autoconhecimento, próprio do trabalho psicológico, permita o risco de ousar, da busca de alternativas criativas, promovendo a abertura de novos espaços, internos e externos, permitindo a reinvenção, reconstrução, o desenvolvimento da capacidade de viver momentos difíceis a luz do entendimento das lições vivenciadas,  com uma atitude positiva de confiança, aberta ao novo;




Andréa T. de Camargo Noronha tel/ Whatsapp 21.99142.5099 skype andreat.noronha

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